quinta-feira, 28 de abril de 2011

PORQUE DEUS ENCONTROU-SE COM SIMÃO GONÇALVES TOCO EM CATETE?



A manifestação de Deus a Simão Toco em Catete, pelo significado e importância que representa um facto desta índole, por si só, tornou-se no Tocoismo num acontecimento que se quer central na acção eclesiástica da Igreja e na profissão de fé de cada Tocoista.
No entanto, a vida de Simão Gonçalves Toco está toda ela repleta de manifestações divinas desde o seu nascimento, que para relatá-los exigiria que se produzisse uma obra com centenas de páginas.

1.   O lugar que Catete vai ganhando hoje
Catete nas últimas décadas vem ocupando um espaço geográfico marcante nas memórias dos Angolanos:
·         Trata-se do imponente monumento erguido pelo Governo, em homenagem ao primeiro presidente de Angola Dr Agostinho Neto, onde funciona há alguns anos um moderno museu em sua memória e honra e vai se tornando num dos principais «santuários» políticos de Angola;
·         Bem a sul, encontra-se a Vila da Muxima, principal centro de peregrinação Católico, acontecimento nacional que movimento centenas de milhares de pessoas no mês de Setembro de cada ano. A prova evidente da magnitude deste acontecimento eclesiástico, é a construção sobre o Rio Kuanza pelo Executivo angolano, da maior ponte do país na localidade da Kabala. Presentemente, Muxima é sem dúvida o maior e o mais importante santuário cristão (Católico) do país e quiçá dos PALOP ou da SADC que movimente anualmente centenas de milhares de pessoas e que por imperativo geográfico, têm Catete como o principal ponto de apoio.
2.   O que houve neste insólito encontro
Toco não revela nas duas principais narrativas que enviou a Igreja sobre os facto ocorridos, pois, atendendo o nível da audiência da mesma e porque a PIDE filtrava as suas cartas, procurou apenas descrever como e quando aconteceu este encontro. Na verdade, em Catete registaram-se dois principais factos:
·         A Unção de Toco: Foi o cumprir de uma formalidade indispensável de longo processo de preparação à que vinha sendo submetido face a grandiosidade da missão que encerrava a implantação de Igreja de Nosso Senhor Cristo no Mundo, que a priori, significava o desencadear de uma terrível Guerra espiritual com as forças satânicas que governavam o mundo: «Não tenhas medo, vou me embora. Mas não esqueças Simão, que durante toda sua vida, eu porei dentro de ti uma coisa que tu não saberás nem tão pouco o mundo todo saberá. Guarda essas palavras” e deixou uma pegada perto daquele arbusto … Se o soba saísse para fora comigo, seria minha testemunha ocular, de modo que, meus irmãos, não sei o que é aquilo que ele pôs em mim, não sei e o mundo também não sabe e nem saberá. Estou guardando até hoje aquelas belas palavras que os meus ouvidos ouviram».
A principal e assustadora qualidade apresentada por Toco ao longo dos 66 anos de vida foi a sua INVULNERABILIDADE, testada pelo mundo em várias ocasiões. Daí a sua máxima: “Eu jamais morrerei. Quaísquer que sejam os métodos a serem utilizados pelos governantes ou pessoas deste mundo, jamais morrerei”.
Para além do Soba Quiala do Povo Quincoxe, um dos elementos que Toco também convidara para saírem fora foi o senhor Silas Jean irmão do mais velho Domingos Viega que foi um dos POMBOS que existiram na Igreja desde 1962 e que cumpriram missões importantíssimas.
·         A recapitulação das principais missões que devia cumprir no âmbito da implantação da Igreja que nove meses antes fora relembrada em Leopoldville: Toco ao longo da sua vida foi sendo instruído por Deus, Cristo e seus enviados e bem sabia o que lhe esperava, conforme nos descreve a quando da Visão da Cidade Santa (Nova Jerusalém) em 1936 enquanto estudante.
§  São evidências do que se disse, o seu encontro com Deus na Ilha do Cabo quando havia desaparecido durante sete dias e foi encontrado na Ilha (de Luanda) no oitavo dia; a visão da cidade santa;
§  A recepção da visita de três Anjos que se faziam transportar numa viatura especial, que lhe ordenam para que iniciasse os trabalhos e disseram-me: «Vai apascentar as ovelhas perdidas por causa do capim fresco e do gozo deste mundo». Apocalipse 3:2 e S. Mateus 10:6;
§  Os acontecimentos da Conferência restrita de Kalina de 1947 onde o casal de Missionários de nome Combre e o profeta Jeremias lhe ordenam: «Oh Simão, o vosso tempo já chegou. O quê que estás a espera? Porque não peças a libertação do povo de África do jugo colonial? Tú foste eleito por Deus para que fosses o Moisés dos africanos. Força e coragem Simão, porque só tú és o eleito do Senhor desde a eternidade». Jeremias 1:5-9 e S. Mateus 16:18-21 e recomendam-lhe: «Quando saíres daqui, escolha 12 Anciãos cheios de sabedoria para começarem o trabalho. S. Mateus 3:13»;
§  Os acontecimentos de Sona-Mbata quando esteve muito tempo internado no hospital e recebe de Deus a ESTRELA- principal símbolo de identidade dos Tocoistas;
§  Visita de Jesus Cristo na cadeia de Ofiltra: Há a destacar também o passo de revista de Jesus Cristo quando se encontravam na cadeia de Ofiltra em finais de 1949. Deste encontro, Jesus Cristo delineou os principais objectivos e acções da Igreja que emergia da relembrança.

Em todas estas manifestações revelas e anteriores ao encontro de Catete tinham por finalidade criar as premissas que possibilitassem a descida do Espírito Santo, a Relembrança e consequentemente a implantação da Igreja de Cristo, passo a passo após o histórico 25 de Julho de 1949.
3.   Que acções foram executadas em função do encontro de Catete?
De regresso no Vale do Loge e em cumprimento das missões que lhe foram incumbidas por Javé em Catete, Toco realiza as seguintes actividades no período que vai de Maio à Novembro de 1950:

1.   Ritual espiritual que envolveu:
§  A realização da oração (jejum) de pedido dos profetas na Igreja para nos auxiliarem;
§  Celebração do Concerto com Deus;
§  Institucionalização do Tabernáculo na INSJCM;
2.   Arrebatamento (mlaysua) de Toco que resultou na escrita de uma Carta de aproximadamente 07 metros ainda existe, onde está contido a principal mensagem profética de Simão Toco. Esta Carta foi o principal motivo de conflito no Ntaya entre os irmãos provenientes do Vale do Loge e os auto-denominado não Colonato, actualmente designados de MBOMA.
3.   Encarnação de Toco em Simão Masanza: Por razões específicas e atendendo a natureza da missão que devia ser cumprida, Toco teve que encarnar-se neste irmão, que através dele cumpriu missões espirituais extremamente complexas. É dele o famosíssimo hino: Yisu kuna zione ikekalanga.
4.   A instrução espiritual e continua a que os membros no Vale do loge foram submetidos pelo Dirigente antes de partir para o Sul de Angola (Waba/Caconda).

Em suma, este foram os principais acontecimentos da Igreja e que resultaram do encontro que Simão Gonçalves Toco teve com Javé em Catete aos 17.04.1950.

 VIVA MAYAMONA, VIVA OS SEUS ENSINAMENTOS, AVANTE TOCOISTA.

A BEM DA IGREJA
Transcrição do conteúdo das páginas 3 e 4 da epístola
do Dirigente de 31.10.1971

Uma pequena conversa com os meus irmãos naturais de Catete. Quero contar-vos uma pequena história que aconteceu na vossa terra em 1950 no mês de Abril. O Senhor Governador (já falecido que governou Angola durante 8 anos cujo o nome, SENHOR GOVERNADOR AGAPITO DA SILVA CARVALHO); tinha determinado para que os sobas do Norte de Angola fossem para o Sul visitar o serviço agrícola no Colonato de Caconda. Eu também fui avisado para fazer a acompanhia daquele, digo, para fazer parte daquele grupo. Eram 8 pessoas tais como: 2 sobas da area de Maquela do Zombo, não sei se eram também religiosos, porque não faziam parte das orações nas horas de alimentação. 2 Sobas da Damba 31 de Janeiro, o da Damba era Protestante que tinha o nome de Soba Quiala do Povo Quincoxe, se não me engano, o outro era Católico de 31 de Janeiro. 2 rapazes de Damba mas viviam em Leopoldville, mas verdadeiramente eu gostei muito dos dois, pois, foram muito amigos e respeitosos para todos. Mais um rapaz de L’arme du Salut (Exército de Salvação), quer dizer, da religião com o nome de Arma de Salvação em Leopoldville e esse rapaz, creio que era de Maquela do Zombo. De modo (que) nós todos eramos (oito) 8 pessoas.
         Eu saí do Colonato do Vale do Loge e encontrei-os no Negage, onde ajuntamo-nos nós todos e seguimos para Lucala com o Senhor Administrador que nos acompanhou. De Lucala para Luanda e de Luanda para Catete onde permanecemos 3 dias. Comianos no Hotel, mas a hospedagem era numa pequena casa de um quarto e mal cabia para nós todos. Era uma casita, julgo que era ou tinha antigamente um motorzinho para a electricidade, não sei bem. Essa casita dista pouco mais ou menos uns 200 ou 300 metros da Administração do Caminho que vai até as lojas. Bem, mas eu estou falando de Catete antigo.
Naquele tempo do ano de 1950, as lojas naquele tempo creio que eram apenas 4. Essa casita estava no caminho ou atalho que seguia para as lojas. Mas meus irmãos, passou lá naquela casita uma coisa engraçada… No último dia, jantamos como de costume e fomos dormir, qual dormir e quem dormiu? Nunca vi na minha vida milhares ou milhões de mosquitos naquela noite em Catete. Tinham nos emprestado o mosquiteiro, mas mesmo assim foi impossível dormir. As 4 horas de manhã falei ao Soba Quiala para sairmos para tomar o ar, ele disse que não saia porque estava cansado. E falei aos outros também não queriam, principalmente o rapaz da Arma de Salvação, era um rapaz esquisito, não gostávamos dele e tinha maus costumes.

Levantei-me e saí para fora e ao mesmo tempo senti necessidades… Dei uma volta atras da casita uns 8 ou 10 metros perto de um arbusto, comecei a (desa)botoar-me e quiz sentar, vi nos meus olhos carnais e não espirituais um vulto atrás do arbusto que me chamou: “Simão!”. Eu respondi, Senhor e abotoei-me no mesmo tempo. Irmão, eu sou conhecido como maluco, mas peço-vos para darem atenção a minha conversa e se quizerem acreditar que acreditem e se não quizerem acreditar que fiquem nas vossas… Vi um clarão, a noite mudou de cor. Não era dia não era noite e vi perfeitamente a cara dele. Era um mestiço com a idade pouco mais ou menos 30 ou 35 anos de idade. Ajoelhei-me e ele deu-me a sua mão e disse: “Simão, conheces-me?”  Eu disse …, sim Senhor. Conheço o Senhor. Ele disse-me: “Quem sou?” Mas eu tinham também a coragem, porque se não fosse assim eu fugia, fugia, mas atraiu-me… Eu respondi: És o Cristo. Ele riu-se e disse: “Não Senhor, não acertaste, eu não sou o Cristo, mas …” e tornou a dizer-me: “Eu conheço todos que estão nesta casita. Uns são Católicos e outros Protestantes, mas diga aos teus irmãos ou amigos que durante a vossa viagem, em todas as horas que comeis alguma coisa, os católicos orem segundo a maneira deles e vós Protestantes também oreis segundo a vossa maneira, mas eu sei o que está se passando neste mundo. Não tenhas medo, vou me embora. Mas não esqueças Simão, que durante toda sua vida, eu porei dentro de ti uma coisa que tu não saberás nem tão pouco o mundo todo saberá. Guarda essas palavras” e deixou uma pegada perto daquele arbusto. Despediu-se, alias, despedindo-se, desaparecu no mesmo lugar e a noite escura veio outra vez. Voltei para a casita e era quase de manhã. Amanheceu e falei aos meus irmãos somente o caso da oração, mas não lhes disse nada do acontecimento. Não sei se aquela casita continua ou está destruida…
Tem continuação, que é o desenho. Palavras junto ao papel de desenho. “Em Leopoldville eu disse que fugissemos para a nossa terra e fugimos, atras arrebentou a guerra. Agora vamos fugir outra vez não só os Tocoistas, mas todos os verdadeiros cristãos de todas as religiões para onde? Para Congo ex-Belga? Não irmãos, mas sim para as alturas encontrarmos com o Cristo, e o que nos resta saber é o dia da vinda para vir levar os seus fiéis e o mundo o que será?”

1º Tessalonicenses 4:13-18. Qual é o fim? Romanos 1:17-32. Amen!

Simão Gonçalves Toco (e a rubrica).


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